domingo, 9 de agosto de 2026

Atualização Patrimonial — Julho/2026: o retorno do Senhor Renda

 Depois de um longo período sem atualizar o blog, resolvi voltar.

Foram alguns anos sem publicar minha evolução patrimonial, mas a carteira continuou andando. Alguns meses melhores, outros piores, novos aportes, reinvestimento de dividendos e, principalmente, a tentativa de manter a estratégia de longo prazo.

Então nada melhor do que aproveitar o fechamento de julho de 2026 para fazer uma fotografia de como está o patrimônio atualmente.

E a primeira boa notícia é que a carteira já passou da marca dos R$ 640 mil.








Patrimônio

Ao final de julho, meu patrimônio investido estava em aproximadamente:

R$ 641.462,85

Segundo o acompanhamento da carteira, o lucro total está em R$ 165.802,07, sendo:

  • R$ 137.508,47 em dividendos/proventos recebidos;
  • R$ 28.293,60 de ganho de capital.

A rentabilidade total indicada pela carteira está em 91,41%.

Ou seja: quase metade do resultado acumulado veio da geração de renda dos ativos.

E esse é justamente um dos pontos que mais gosto na estratégia que venho construindo.


Como está dividida a carteira?

Atualmente, a carteira está distribuída da seguinte maneira:

ClasseParticipação
FIIs35,93%
Ações30,74%
Tesouro Direto11,20%
ETFs Internacionais10,99%
Renda Fixa8,99%
ETFs2,15%

A maior posição continua sendo em fundos imobiliários, que representam quase 36% do patrimônio.

A segunda maior classe são as ações, com pouco mais de 30%.

Uma mudança importante em relação a alguns anos atrás é o crescimento da parcela internacional e também do Tesouro Direto.

Hoje, portanto, a carteira está um pouco mais diversificada geograficamente e entre diferentes classes de ativos.








Julho foi mês de novos aportes

Em julho também continuei fazendo aportes.

Entre os lançamentos registrados no mês estão:

  • 250 cotas de GCRC11, a R$ 9,90;
  • 30 cotas de FATN11, a R$ 79,66;
  • Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2035;
  • Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2065.

Somando os valores mostrados nos lançamentos, foram aproximadamente R$ 7.856,64 destinados a esses investimentos.

O mais interessante aqui são os dois títulos do Tesouro RendA+.

A ideia é começar a construir uma fonte de renda para o futuro, sem depender exclusivamente da carteira de ações e FIIs. Tenho como meta desde o começo do ano de investir R$ 2.000 no Renda+ 2035. 

É um investimento que, provavelmente, vai aparecer bastante nas próximas atualizações do blog.


E os dividendos?

Essa é uma parte que merece uma seção própria.

Nos últimos 12 meses, foram recebidos:

R$ 42.352,98 em proventos

É uma média de aproximadamente R$ 3.529 por mês.

Mas o mais interessante é olhar a evolução histórica.

AnoProventos
2019R$ 607,33
2020R$ 2.873,03
2021R$ 8.194,44
2022R$ 15.285,74
2023R$ 20.039,01
2024R$ 28.568,10
2025R$ 38.836,08
2026R$ 33.439,11*

* O número de 2026 inclui proventos futuros registrados na carteira. 

E essa talvez seja a melhor demonstração de que a estratégia vem funcionando.

Em 2019, foram pouco mais de R$ 600 em proventos.

Em 2025, foram quase R$ 39 mil.

A renda gerada pela carteira cresceu mais de 60 vezes nesse período.

Claro que não dá para simplesmente extrapolar essa evolução para o futuro — houve mudanças na carteira, aportes, reinvestimentos e situações extraordinárias — mas é muito interessante olhar para trás e perceber como os pequenos dividendos do início foram crescendo ao longo dos anos.


O gráfico que mais gosto

Se existe um gráfico que resume bem a evolução da carteira, é o de proventos.

Comecei praticamente do zero.

R$ 607 → R$ 2.873 → R$ 8.194 → R$ 15.286 → R$ 20.039 → R$ 28.568 → R$ 38.836

A bola de neve começa pequena.

E é justamente por isso que acho interessante manter esse registro no blog.

Quando você olha apenas para o patrimônio atual, é fácil esquecer que ele foi construído durante anos de aportes relativamente pequenos.

O que parecia irrelevante no começo começa a fazer diferença depois de alguns anos.






E daqui para frente?

Depois de tanto tempo sem atualizar o Senhor Renda, a ideia é voltar a registrar a evolução da carteira.

A intenção continua sendo a mesma de quando comecei: registrar minha própria jornada de construção de patrimônio.

Quero acompanhar por aqui:

  • evolução do patrimônio;
  • novos aportes;
  • dividendos e outros proventos;
  • composição da carteira;
  • rentabilidade;
  • metas financeiras;
  • erros e acertos ao longo do caminho.

A próxima meta é simples:

R$ 700 mil.

Depois, R$ 800 mil.

E, algum dia, o tão sonhado R$ 1 milhão.

Vamos ver quanto tempo vai levar.

Até a próxima atualização.

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