Depois de um longo período sem atualizar o blog, resolvi voltar.
Foram alguns anos sem publicar minha evolução patrimonial, mas a carteira continuou andando. Alguns meses melhores, outros piores, novos aportes, reinvestimento de dividendos e, principalmente, a tentativa de manter a estratégia de longo prazo.
Então nada melhor do que aproveitar o fechamento de julho de 2026 para fazer uma fotografia de como está o patrimônio atualmente.
E a primeira boa notícia é que a carteira já passou da marca dos R$ 640 mil.
Patrimônio
Ao final de julho, meu patrimônio investido estava em aproximadamente:
R$ 641.462,85
Segundo o acompanhamento da carteira, o lucro total está em R$ 165.802,07, sendo:
- R$ 137.508,47 em dividendos/proventos recebidos;
- R$ 28.293,60 de ganho de capital.
A rentabilidade total indicada pela carteira está em 91,41%.
Ou seja: quase metade do resultado acumulado veio da geração de renda dos ativos.
E esse é justamente um dos pontos que mais gosto na estratégia que venho construindo.
Como está dividida a carteira?
Atualmente, a carteira está distribuída da seguinte maneira:
| Classe | Participação |
|---|---|
| FIIs | 35,93% |
| Ações | 30,74% |
| Tesouro Direto | 11,20% |
| ETFs Internacionais | 10,99% |
| Renda Fixa | 8,99% |
| ETFs | 2,15% |
A maior posição continua sendo em fundos imobiliários, que representam quase 36% do patrimônio.
A segunda maior classe são as ações, com pouco mais de 30%.
Uma mudança importante em relação a alguns anos atrás é o crescimento da parcela internacional e também do Tesouro Direto.
Hoje, portanto, a carteira está um pouco mais diversificada geograficamente e entre diferentes classes de ativos.
Julho foi mês de novos aportes
Em julho também continuei fazendo aportes.
Entre os lançamentos registrados no mês estão:
- 250 cotas de GCRC11, a R$ 9,90;
- 30 cotas de FATN11, a R$ 79,66;
- Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2035;
- Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra 2065.
Somando os valores mostrados nos lançamentos, foram aproximadamente R$ 7.856,64 destinados a esses investimentos.
O mais interessante aqui são os dois títulos do Tesouro RendA+.
A ideia é começar a construir uma fonte de renda para o futuro, sem depender exclusivamente da carteira de ações e FIIs. Tenho como meta desde o começo do ano de investir R$ 2.000 no Renda+ 2035.
É um investimento que, provavelmente, vai aparecer bastante nas próximas atualizações do blog.
E os dividendos?
Essa é uma parte que merece uma seção própria.
Nos últimos 12 meses, foram recebidos:
R$ 42.352,98 em proventos
É uma média de aproximadamente R$ 3.529 por mês.
Mas o mais interessante é olhar a evolução histórica.
| Ano | Proventos |
|---|---|
| 2019 | R$ 607,33 |
| 2020 | R$ 2.873,03 |
| 2021 | R$ 8.194,44 |
| 2022 | R$ 15.285,74 |
| 2023 | R$ 20.039,01 |
| 2024 | R$ 28.568,10 |
| 2025 | R$ 38.836,08 |
| 2026 | R$ 33.439,11* |
* O número de 2026 inclui proventos futuros registrados na carteira.
E essa talvez seja a melhor demonstração de que a estratégia vem funcionando.
Em 2019, foram pouco mais de R$ 600 em proventos.
Em 2025, foram quase R$ 39 mil.
A renda gerada pela carteira cresceu mais de 60 vezes nesse período.
Claro que não dá para simplesmente extrapolar essa evolução para o futuro — houve mudanças na carteira, aportes, reinvestimentos e situações extraordinárias — mas é muito interessante olhar para trás e perceber como os pequenos dividendos do início foram crescendo ao longo dos anos.
O gráfico que mais gosto
Se existe um gráfico que resume bem a evolução da carteira, é o de proventos.
Comecei praticamente do zero.
R$ 607 → R$ 2.873 → R$ 8.194 → R$ 15.286 → R$ 20.039 → R$ 28.568 → R$ 38.836
A bola de neve começa pequena.
E é justamente por isso que acho interessante manter esse registro no blog.
Quando você olha apenas para o patrimônio atual, é fácil esquecer que ele foi construído durante anos de aportes relativamente pequenos.
O que parecia irrelevante no começo começa a fazer diferença depois de alguns anos.
E daqui para frente?
Depois de tanto tempo sem atualizar o Senhor Renda, a ideia é voltar a registrar a evolução da carteira.
A intenção continua sendo a mesma de quando comecei: registrar minha própria jornada de construção de patrimônio.
Quero acompanhar por aqui:
- evolução do patrimônio;
- novos aportes;
- dividendos e outros proventos;
- composição da carteira;
- rentabilidade;
- metas financeiras;
- erros e acertos ao longo do caminho.
A próxima meta é simples:
R$ 700 mil.
Depois, R$ 800 mil.
E, algum dia, o tão sonhado R$ 1 milhão.
Vamos ver quanto tempo vai levar.
Até a próxima atualização.
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